Publicado por: inctambtropic | fevereiro 18, 2018

inctAmbTropic II – Honorary Lecturer

O programa de Professores Visitantes Honorários, do INCT AmbTropic, em conjunto com o IODP-CAPES (profa. Helenice Vital – UFRN), promoveu a vinda do Professor Andre W. Droxler (Rice University) para uma série de cursos na UFPE, UFBA e UFRN. Na UFBA, o curso “Mixed Carbonate Siliciclastic Margins: Reefs Establishment, Growth, and demise from Quaternary to Cambrian“ foi ministrado entre os dias 22 e 24 de janeiro. O curso supervisionado pelo prof. Ruy Kikuchi (UFBA), foi seguido de duas palestras que tiveram como tema a ciência que suporta os estudos das mudanças climáticas globais, e novas evidências da influência de mudanças climáticas no declínio da civilização Maia. Suas atividades foram complementadas por uma visita de campo a microbialitos da porção norte da Chapada Diamantina, em especial, ao Geossítio Fazenda Arrecife, no município de Várzea Nova, onde os alunos obtiveram o suporte suplementar no estudo de ocorrências de recifes microbianos do Precambriano.

Picture1.png

Publicado por: inctambtropic | janeiro 3, 2018

inctAmbTropic II – Honorary Lecturer

O inctAmbtropic II co-patrocina juntamente com o programa CAPES-IODP (Projeto Geohazards) a vinda ao Brasil do prof. André Droxler, que durante o meses de Janeiro e Fevereiro de 2018 estará ministrado palestras e mini-cursos nas Universidades Federais do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. A vinda do prof. Droxler foi uma iniciativa da profa. Helenice Vital (UFRN) membro do comitê gestor do inctAmbTropic II.

A programação resumida está apresentada abaixo juntamente com o resumé do prof. Droxler.

 

Droxler

Professor André W. Droxler (Ph.D.)

Rice University – D of Earth, Environmental and Planetary Sciences – Houston, TX (USA)

I am a professor in the Department of Earth Science and currently the Track Director of the Science Master’s Program – Subsurface Geoscience. My research has focused on studying the morphology of and the sediments accumulating on slopes and basin floors surrounding coral reefs and carbonate platforms. Over the past 30 years, I have conducted research programs mostly in the Bahamas, offshore Jamaica, along the Belize margin, in the western Gulf of Mexico, in the Maldives (Indian Ocean), along the Australian Great Barrier Reef and in the Gulf of Papua (Papua New Guinea). The main focuses of my research include the regional and global evolution of coral reefs through time, the paleo-oceanographic/climatic and sea level records archived in the sediments deposited around reefs and carbonate platforms. In contrast with my 30 years plus research a s a marine geologist, I am currently conducting research on Upper Cambrian Microbial Reefs in Mason County, Central Texas funded by an Industry Consortium in collaboration with my colleague Prof. Dan Lehrmann at Trinity University in San Antonio (Texas). My work has been funded by the National Science Foundation, the American Chemical Society, and grants from oil and gas companies. Before becoming an assistant professor at Rice in January 1987, I was a postdoctoral research scientist at the University of South Carolina from 1985 to 1986. I received my Master’s degree equivalent from the University of Neuchâtel (Switzerland) in 1978 and earned his Ph.D. from the Rosenstiel School of Marine and Atmospheric Sciences at the University of Miami (Florida) in 1984.

 

Course UFPE – Recife

ufpe-2_med

For aditional information please contact: antonio.vicente@ufpe.br and  beatrice@ufpe.br

10-12 January 2018 – Short course “Mixed Carbonate Siliciclastic Margins: Reefs Establishment, Growth, and demise from Quaternary to Cambrian” – 6 hours per day (total 18 hours)

  • January 10: Modern Settings – Pleistocene Deglacial Establishment – Quaternary Interglacials
  • January 11: Neogene Evolution in the Gulf of Papua – Belize
  • January 12: Permian Reefs in West Texas and Cambrian Microbial Reefs in Central Texas
  • January 13-15: Fieldtrip

 

Course UFBA – Salvador

blue_brasaoufba_med

For aditional information please contact: ruykenji@gmail.com 

22-24 January 2018 – Short course “Mixed Carbonate Siliciclastic Margins: Reefs Establishment, Growth, and demise from Quaternary to Cambrian” – 6 hours per day (total 18 hours)

  • January 22: Modern Settings – Pleistocene Deglacial Establishment – Quaternary Interglacials
  • January 23: Neogene Evolution in the Gulf of Papua – Belize
  • January 24: Permian Reefs in West Texas and Cambrian Microbial Reefs in Central Texas
  • January 25 Seminar: Science Behind Current Climate Change and Global Warming
  • January 26 Seminar: Climate and the Demise of the Mayan Civilization

 

Course UFRN – Natal

brasao-ufrn-red

For aditional information please contact: geofis@ccet.ufrn.br

05-09 February 2018  – Short course “Transgressive Reefs: Modern to Cambrian” – 6 hours per day (total 18 hours)

  • February 05: Modern Settings – Pleistocene Deglacial Establishment – Quaternary Interglacials
  • February 06: Neogene Evolution in the Gulf of Papua – Belize
  • February 07: Permian Reefs in West Texas and Cambrian Microbial Reefs in Central Texas
  • February 08 – 09 :  Fieldtrip
  • February 19: Seminar: Science Behind Current Climate Change and Global Warming

 

Slice 1@2x

logo-capes 2    IODP_logo-220x88

Publicado por: inctambtropic | junho 13, 2017

GEOHAB2017 e inctAmbTropic

A falta de recursos praticamente “congelou” as atividades de pesquisa  do inctAmbTropic. Desde 2014 que  não recebemos novos recursos. O inctAmbTropic Fase II (Edital 2014) foi aprovado e com os recursos inicialmente liberados estamos tentando manter um mínimo de atividades. Como este “blog” foi concebido para funcionar como um repositório das atividades do inctAmbTropic, estamos pouco a pouco retomando as postagens, incluindo as atrasadas.

Em maio de 2015 o inctAmbTropic apoiou a realização do GeoHab2015 (ver postagem) em Salvador, Bahia. O estudo da geodiversidade dos fundos marinhos é uma das metas do GT2.1 (Geodiversidade, Biodiversidade e Recursos Vivos da Plataforma Continental). Como desdobramento do evento a profa. Tereza Araújo (UFPE)  aprovou um projeto de pesquisador visitante de curta direção, junto à UFPE, o que possibilitou a visita do prof àquela instituição logo após o GeoHab2015. Na ocasião o prof. Craig Brown, ministrou um curso de pós-graduação sobre mapeamento de habitats marinhos, com 15 horas de duração.  Participaram deste curso diversos alunos vinculados ao inctAmbTropic que desenvolvem trabalhos nesta área. Alguns destes alunos já concluíram e defenderam com sucesso suas teses e dissertações.

O GEOHAB 2017 foi realizado em Nova Scotia, Canadá, no período 1 a 5 de maio de 2017.

geohab-2017-release-compatibility-mode-microsoft-word-today-at-10-27-47-e1497363775725.png

GeoHab 2017

Duas integrantes da equipe do inctAmbTropic estiveram presentes: Tereza Araújo (Professora) e Débora Lucatelli (Pós-Doc) (ex-bolsista do inct) do  Departamento de Oceanografia UFPE, Grupo de Pesquisa LABOGEO (Laboratório de Oceanografia Geológica).

Dois trabalhos foram apresentados:

Marine geodiversity of northeastern Brazil: a step towards benthic habitat mapping in Pernambuco continental shelf. DEBORA LUCATELLI, J.M.R. CAMARGO, C.J. BROWN, J.F. SOUZA-FILHO, E. GUEDES-SILVA, T.C.M. ARAÚJO

picture1-e1497362232180.png

A dra Debora Lucatelli (ex-bolsista do inctAmbTropic) coordenou a seção 4 do evento: Shelf and deep-sea habitats

Submerged channels of the eastern Brazilian continental shelf: Can the slope value be used as potential surrogates of reef environments? TEREZA C.M. ARAÚJO, J.M.R. CAMARGO, B.P. FERREIRA, M. MAIDA

geohab-2017-release-compatibility-mode-microsoft-word-today-at-10-26-53-e1497363812548.png

Profa. Tereza Araújo (UFPE)

A dra. Debora Lucatelli (UFPE) coordenou ainda a seção 4: Shelf and deep-sea habitats e a  proof. Tereza Araújo (UFPE) participou ainda como no painel Grand challenges in shelf and deep-water mapping, and emerging Technologies, coordenado por Anthony Grehan e tendo como participantes Aarno Kotilainen, Tim Webster, Arne Pallentin e Tereza Araújo.

Picture3

A profa. Tereza Araujo (UFPE) participou no painel Grand challenges in shelf and deep-water mapping, and emerging Technologies, do Geohab2017

A dra. Tereza Araujo nos enviou o seguinte relato de sua participação:

O evento foi muito bem organizado, muito proveitoso. Acho importante a participação do Brasil, apesar de nossas dificuldades. Entretanto, devagar e sempre estamos lá. Uma coisa importante, é publicação da segunda edição do Seafloor Geomorphology as Benthic Habitat: GeoHAB Atlas of Seafloor Geomorphic Features and Benthic Habitats, editado em 2011 por Peter Harris e Elaine Baker (Elsevier ISBN: 9780123851406). Dessa vez teremos o que apresentar (aqui eu gostaria de afirmar a importância do INCT, para nosso avanço). O dr. Peter Harris me perguntou se nós participaríamos e eu confirmei. Penso que vários grupos brasileiros já têm dados no mesmo nível do que é feito no exterior. Acredito ainda, que o Craig Brown e o Brian Todd valorizaram muito nossa participação, tanto com o convite para Débora coordenar uma Seção, como o convite para minha participação no Panel Discussion. Eles queriam a participação do Atlântico Sul, e no final foi muito válido, discutir um pouco (foi só 20 minutos) sobre nossas dificuldades e avanços também. Várias pessoas conversaram comigo em separado, e sempre perguntavam pelos próximos passos. O Geohab2018 será em Sta Barbara, Califórnia, organizado por Guy Cochrane. Foi ainda bastante discutida a possibilidade de organização de webseminar em outras línguas (espanhol, português, chinês, etc), para que se consiga uma maior penetração  e expansão do GEOHAB, assim como treinamento no uso de equipamentos e softwares.

 

Publicado por: inctambtropic | maio 10, 2015

Geohab2015 – uma grande realização do inctAmbTropic

O último post deste blog foi em outubro de 2014.

A  proposta do inctAmbTropic foi submetida em 2010, e recebeu a primeira parcela de recursos em 2012. Em 2014, submetemos a prestação de contas e os relatórios para ter acesso a 2a parcela. A prestação de contas encontra-se aprovada, porém, até o momento não recebemos os recursos da segunda parcela.

Esta falta de recursos ocorre em um momento crucial da execução dos projetos, com a interrupção da coleta de séries temporais de dados oceanográficos que ficarão irremediavelmente comprometidas. Alguns GTs tentaram dar prosseguimento a algumas destas coletas, por mais alguns meses, mas estas finalmente tiveram que ser interrompidas. Assim os Grupos de Trabalho naturalmente deverão pouco a pouco desviar seu foco para outros interesses e projetos. Acrescente-se a isto a interrupção de experimentos e a desmotivação dos bolsistas do projeto que ficam sem desenvolver as atividades inicialmente programadas. Esta é a principal razão pela qual as notícias cessaram à partir de outubro de 2014.

Isto acontece justamente quando algumas das principais iniciativas do trabalho em rede começaram a dar os seus frutos mais importantes. Um destes resultados foi a realização do Geohab2015 em Salvador, Bahia, no período 3-8 de maio. Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, capitaneada pelo prof. Alex Bastos (UFES).

O evento contou com a participação de 129 pesquisadores, oriundos de 16 países. 40 destes pesquisadores eram estudantes do Brasil e exterior.

Participantes do Geohab2015

Participantes do Geohab2015

ALM_7988

Cerimônia de Abertura – da esquerda para a direita Dr. Olival Freire Junior (Pró-Reitor de Pesquisa da UFBA), Dr. Alex Bastos (UFES), Dr. José Maria Landim Dominguez (UFBA), Dr. Gary Greene (CRC) e Dr. Eduardo Santana de Almeida (diretor da FAPESB).,

Foi a primeira vez que o evento ocorreu na América Latina. O evento contou com o apoio financeiro da CAPES, CNPq e FAPESB e de 10 “sponsors” da indústria (Petrobrás, ESRI, QPS, Teledyne Reson, Edgetech, Klein Associates, Caris, Nortek, Chesapeake Technology e Fugro).

ALM_8163

Sessões Plenárias

ALM_8654

Geohab 2015 – Salão de exposição dos patrocinadores industriais

Este é um exemplo do fruto do trabalho em rede que o inctAmbTropic viabilizou. O comitê organizador local foi constituído pelos pesquisadores do GT2.1: Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), Helenice Vital (UFRN) e Tereza Araújo (UFPE).

ALM_8574

Sessões Painel

Comitê Organizador Local

Comitê Organizador Local – da esquerda para a direita: Helenice Vital (UFRN), Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), e Tereza Araújo (UFPE).

O evento foi considerado por todos um grande sucesso.

Clara 08-05-2015

Visita de Campo – Passeio na Baía de Todos os Santos

Publicado por: inctambtropic | outubro 11, 2014

GT1.1 Participa do Workshop Argus na Holanda

Entre os dias 10 a 12 de setembro ocorreu nas dependências do Instituto Deltares, em Delft na Holanda, a 12a. edição da oficina Argus  (12th Argus Workshop Conference). O encontro reuniu cientistas interessados no estudo dos processos costeiros utilizando o sistema Argus de imageamento digital de alta resolução.

O sistema de vídeo imageamento Argus encontra-se operacional nos últimos  28 anos e se beneficia pela inclusão continua de ferramentas tecnológicas de ponta desenvolvidas por uma rede de pesquisadores espalhados ao redor do globo que periodicamente se reúnem para discutir os seus principais resultados. Nesta edição da oficina estiveram presentes alunos, técnicos e pesquisadores do Chile, Brasil, França, Inglaterra, Bélgica, Itália, Korea do Sul, Austrália, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos e Holanda.

Os grandes destaques desta edição foram a celebração dos 28 anos de criação do sistema, com apresentação de um histórico de estudo de mais de 60 praias distribuídas ao redor do globo e a otimização do sistema para a obtenção de batimetria da zona de surfe utilizando algoritmos que analizam dados no domínio da frequência combinados com a teoria linear de propagação de ondas.

Dr Rob Holman da Universidade do Oregon idealizador do sistema Argus

Dr Rob Holman da Universidade do Oregon idealizador do sistema Argus

O GT 1.1, do inctAmbTropic participou do evento com a apresentação de três trabalhos desenvolvidos por alunos e pesquisadores do grupo dos quais dois foram desenvolvidos na USP, por  Cássia Pianca e o Prof. Eduardo Siegle, e um na UFPE,  pelo Prof. Pedro Pereira e seus alunos. Ambos os trabalhos contaram com a colaboração do Dr. Rob Holman, pesquisador da Oregon State University, desenvolvedor do sistema Argus e parceiro do GT 1.1.

Participantes da Oficina Argus 2014

Participantes da Oficina Argus 2014

O evento teve como anfitriões o instituto Deltares e a Delft University of Technology (TUDelft). A razão da escolha do Deltares para sediar o evento deve-se ao elevado número de sistemas Argus mundialmente em operação supervisionados e implementados por este instituto,  além do atual interesse internacional no desenvolvimento do Sand Motor – um mega projeto de engordamento de praia, em  forma de delta que conta com um sistema Argus instalado para monitoramento diário da  batimetria e das variações topográficas e volumétricas da praia utilizando videografia.

Exemplo de batimetria ainda não corrigida pela maré para a praia de Boa Viagem (Recife-PE) obtida utilizando o sistema Argus. A imagem de fundo corresponde a uma imagem de longa exposição do tipo Timex. A praia encontra-se a esquerda da imagem com a linha de costa situada nos 90m do eixo horizontal.

Exemplo de batimetria ainda não corrigida pela maré para a praia de Boa Viagem (Recife-PE) obtida utilizando o sistema Argus. A imagem de fundo corresponde a uma imagem de longa exposição do tipo Timex. A praia encontra-se a esquerda da imagem com a linha de costa situada nos 90m do eixo horizontal.

As oficinas do grupo Argus ocorrem a cada dois anos com alternância entre os Estados Unidos e um outro país. O Brasil, tendo em vista a instalação futura de pelo menos quatro sistemas Argus por iniciativa do GT 1.1 do inctAmbTropic figura entre uma das opções para sediar a proxima edição da oficina fora dos Estados Unidos.

Publicado por: inctambtropic | outubro 7, 2014

Modelagem Acoplada Oceano-Atmosfera

Thiago Luiz do Vale Silva, aluno de doutorado do Curso de Oceanografia, da Universidade Federal de Pernambuco, sob orientação da Profa. Dóris Veleda e co-orientação do Prof. Moacyr Araújo, participou do treinamento “Coupled-Atmosphere-Ocean-Waves-Sediment Transport (COAWST) Modeling System Training”.

20141006_191713

O treinamento foi realizado de 25-29 agosto de 2014 no Campus Quissett do Woods Hole Oceanographic Institution, em Woods Hole, MA, EUA. O treinamento focou no acoplamento dos modelos Regional Ocean Modeling System (ROMS)/ Weather Research and Forecasting Model (WRF) v 3.2.1/ Simulating Waves Nearshore (SWAN) v40.81, sob a coordenação do Dr. John C. Warner, pesquisador e desenvolvedor do modelo acoplado, no U.S. Geological Survey Coastal and Marine Geology Program, Woods Hole.

Participantes do treinamento

Participantes do treinamento

O objetivo do treinamento foi  dar suporte ao desenvolvimento da tese de Thiago Silva, intitulada “Modelagem acoplada de distúrbios ondulatórios de leste sobre a costa leste do Nordeste do Brasil”, além de resolver melhor os processos físicos na área de Interação Oceano-Atmosfera no Atlântico Tropical, bem como monitorar e melhor prever casos de eventos extremos que atingem o Leste do Nordeste Brasileiro.

Esta é mais uma contribuição para os objetivos do GT3.1, que inclui (i) a previsibilidade oceânica nas diversas escalas de tempo, com ênfase no ciclo hidrológico para o Atlântico Tropical e regiões Norte e Nordeste do Brasil; (ii) previsão de eventos atmosféricos extremos a partir de dados meteo-oceanográficos modelados e in situ e, (iii) estimativa dos fluxos de interação oceano-atmosfera no Atlântico Tropical a partir dos resultados de modelagem e análise de dados meteo-oceanográficos.

Publicado por: inctambtropic | outubro 4, 2014

GeoHab2015 divulga sua primeira circular

O GeoHab2015 será realizado em Salvador, Bahia (4-8 de maio de 2015). Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, do inctAmbTropic.

O GeoHab (Marine Geological and Biological Habitat Mapping) é uma associação internacional de pesquisadores que estudam as características biofísicas de habitats e ecossistemas bentônicos, como substitutos (proxies) das comunidades biológicas e da biodiversidade.

A Primeira Circular do evento está disponível para download neste link: GeoHab2015 Circular 1

2014-10-04_12-32-23

 

Os principais tema escolhidos para a Conferência de 2015 são:

Oceanographic Variables in Marine Habitat Mapping: Habitat diversity and distribution is a result of the interplay between different oceanographic variables. How can we integrate biological, geological, chemical and physical variables in habitat mapping? The session will explore multidisciplinary approaches to habitat mapping, including case studies.

Acoustic Backscatter: Applications, Challenges and Best Practices: This session aims to bring together studies focusing on backscatter applications and challenges to habitat mapping and the best practices, expanding on the results of the GeoHab Backscatter Working Group.

Habitat Mapping for Marine Spatial Planning: sustainable use of Marine Natural Resources is a major concern all over the world. In this context, marine habitat mapping is a major step in the identification of areas suitable to the establishment of Marine Protected Areas. The main goal of this session is to present studies/experiences from different regions of the world focused on the use of habitat mapping for marine spatial planning.

Heterogeneity of Tropical Seas Habitats: The tropical oceans present a high degree of spatial heterogeneity of its geo and biodiversity. From the Amazon Plume to the Tropical Coral reefs of Abrolhos and the storm-dominated environments in the south, a number of different geological/ sedimentological settings are represented along the Brazilian Margin. We welcome case studies from the Brazilian Margin and other regions of the world focusing on habitat heterogeneity.

Coastal, Shelf and Deep-Sea Habitats: This session aims to bring together studies from all over the world involving case studies on seabed habitat mapping.

Technology, Methods and New Approaches in Marine Habitat Mapping: linking acoustics, ground-validation and modelling: Following the workshop held in Geohab 2014, this session will explore new technologies and approaches for habitat mapping and predictive modelling.

Geohabitat Mapping Applications to Marine Energy and Mineral Industries: The expansion of oil exploration to deep and ultra-deep waters and renewed interest in Marine Minerals raise a series of issues concerning marine habitat protection and conservation in jurisdictional and international areas. How are the industry, government and academia dealing with this?

Publicado por: inctambtropic | outubro 4, 2014

Escola de Verão sobre Mudanças Costeira concluída com Sucesso

A escola de verão em Mudanças Costeiras realizada no periodo 8-18 de setembro de 2014 em Natal (RN) com o apoio do inctAmbTropic (GT2.1), foi um sucesso. A escola de verão foi organizada pelo Consórcio de Excelência “The Future Ocean” da Universidade de Kiel – Alemanha e contou com a participação de alunos de vários cursos de graduação e pós-graduação do região norte e nordeste do Brasil. A profa. Helenice Vital do GT2.1 esteve ativamente envolvida na organização do evento.

Participantes de Escola de Verão durante excursão de campo na praia de Ponta Negra (Natal)

Participantes de Escola de Verão durante excursão de campo na praia de Ponta Negra (Natal)

Pela primeira vez foram realizadas medidas contínuas de concentração de CO2 na água do mar com a utilização de equipamento construído no Brasil. As medições foram realizadas durante o cruzeiro oceanográfico do Programa Prediction and Research moored Array in the Tropical Atlantic (PIRATA), realizado a bordo do NOc. Antares (GNHo), em agosto de 2014. O sistema foi construído pelos pesquisadores do Departamento de Oceanografia da UFPE,  Drs. Manoel Flores-Montes e Nathalie Lefèvre, ambos vinculados ao GT3.2 do inctAmbTropic. O princípio do sistema é a detecção de CO2 através de um sensor infravermelho de gás (Licor 7000), uma vez que este gás absorve a radiação infravermelha.

Equipamento de medição de CO2 desenvolvido pelo GT3.2

Equipamento de medição de CO2 desenvolvido pelo GT3.2

 

A determinação da concentração de CO2 na água do mar é realizada colocando-se em contato ar e água do mar, de modo a induzir o equilíbrio do gás entre os dois estágios, obtendo-se assim a concentração de CO2 no meio líquido. O software utilizado, desenvolvido em linguagem Labview, controla a operação do sistema e a gravação dos dados. Ao longo do trajeto do navio os dados do termosal (SST, SSS) são registrados a cada cinco minutos, possibilitando o cálculo da pressão parcial de CO2 (pCO2) ou, mais exatamente, da fugacidade do CO2 (fCO2).

Os resultados obtidos ao longo do meridiano 38oW, entre as latitudes 4oN e 15oN, mostram a distribuição de CO2 na água do mar (azul) e na atmosfera (linha preta tracejada), assim como a temperatura (SST) e a salinidade (SSS) da superfície do mar (figura abaixo). As medidas de fCO2 no oceano encontram-se acima do valor na atmosfera, o que significa que, nesta região, o oceano se comporta como uma fonte de CO2 para a mesma. Entre 6oN e 10oN, a temperatura alta (>29oC) e a diminuição da salinidade (<36) observadas, sugerem a presença e a influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que induz uma redução de fCO2. Já ao norte da latitude 10oN, a salinidade aumenta e a temperatura diminui, acarretando em valores de fCO2 relativamente constantes de cerca de 400 matm. A construção deste novo sistema de medição contínua de CO2 no oceano é um marco importante para a busca da autonomia tecnológica brasileira neste importante área da ciência, o que certamente irá contribuir para incrementar a obtenção de dados no Atlântico tropical e sul, regiões internacionalmente reconhecidas com carência deste tipo de informação.

pirataBRXV_2014

Resultados obtidos ao longo do meridiano 38oW, entre as latitudes 4oN e 15oN, mostram a distribuição de CO2 na água do mar (azul) e na atmosfera (linha preta tracejada), assim como a temperatura (SST) e a salinidade (SSS) da superfície do ma.

Publicado por: inctambtropic | agosto 23, 2014

Protocolo de Monitoramento dos Recifes e Ecossistemas Coralinos

Os pesquisadores componentes do Grupo de Trabalho – Recifes e Ecossistemas Coralinos do inctAmbTropic elaboraram um Protocolo Mínimo de Campo para avaliar as condições dos recifes e ecossistemas coralinos das regiões nordeste e leste do Brasil.  Este protocolo inclui os pontos em comum entre todas as técnicas utilizadas no Brasil e permite, doravante, a avaliação regional padronizada dos recifes do oceano Atlântico Sul Ocidental. Ele atende os objetivos da ReBentos que deva ser um procedimento de fácil execução e baixo custo, apresentando recomendações de amostragem que possam ser executadas nas áreas recifais do Brasil por pesquisadores familiarizados com o ecossistema recifal e que possa captar alterações ocasionadas pelas mudanças climáticas.

A – Mergulhador anota dados sobre planilha fixada em placa de PVC, modelo retangular. B – Mergulhadora usando como base para fixar a planilha um tubo de PVC fixado no braço. Fonte da fotografia B: C.Elliff.

A – Mergulhador anota dados sobre planilha fixada em placa de PVC, modelo retangular. B – Mergulhadora usando como base para fixar a planilha um tubo de PVC fixado no braço. Fonte da fotografia B: C.Elliff.

O objetivo do protocolo é, portanto, a avaliação da vulnerabilidade, resistência e resiliência dos recifes e dos ecossistemas coralinos do Brasil face aos impactos antrópicos e às mudanças climáticas. Ele irá comparar as variações espaço-temporais observadas nos recifes ao longo de toda a costa tropical do Brasil. Em uma etapa inicial foram padronizados os métodos que estavam sendo utilizados por diversos pesquisadores, para que fossem estabelecidas metas de comparação para avaliar seus resultados face às diferentes situações e questões enfrentadas. Avaliando os efeitos das mudanças climáticas globais e dos impactos antrópicos sobre os organismos e suas interações nos ecossistemas recifais da plataforma continental e das ilhas oceânicas, nós poderemos determinar e entender a capacidade desses ecossistemas de suportar e de se recuperar de distúrbios com diferentes graus de intensidade, considerando a heterogeneidade espacial caracterizada pelas diferenças morfológicas, estruturais e composicionais dos recifes, assim como o estado da “saúde” dos sistemas protegidos e daqueles mais expostos às ameaças.

A. Quadrado de 25 cm X 25 cm construido com tubos de PVC para coleta dos dados de recrutas de coral. B – Os quadrados devem ser lançados ao longo dos transectos e os dados anotados no formulário de campo ilustrado na Tabela 1. Fonte da Figura A - Lang et al. 2010, AGRRA Protocol versão 5.4, da Figura B - A. Bertoncini.

A. Quadrado de 25 cm X 25 cm construido com tubos de PVC para coleta dos dados de recrutas de coral. B – Os quadrados devem ser lançados ao longo dos transectos e os dados anotados no formulário de campo ilustrado na Tabela 1. Fonte da Figura A – Lang et al. 2010, AGRRA Protocol versão 5.4, da Figura B – A. Bertoncini.

Pretende-se, no mínimo, realizar um levantamento anual durante ou logo após o período do verão (março, abril ou maio). Em caso de ocorrência de um evento de branqueamento forte de coral, que geralmente coincide com o período do verão, é conveniente que haja retorno aos locais amostrados após cerca de seis a oito meses para verificar se houve mortalidade das colônias branqueadas.

Utilize este link para download: MONITORAMENTO DOS RECIFES E ECOSSISTEMAS CORALINOS

Older Posts »

Categorias

%d blogueiros gostam disto: