inctAmbTropic II – Honorary Lecturer

O inctAmbtropic II co-patrocina juntamente com o programa CAPES-IODP (Projeto Geohazards) a vinda ao Brasil do prof. André Droxler, que durante o meses de Janeiro e Fevereiro de 2018 estará ministrado palestras e mini-cursos nas Universidades Federais do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. A vinda do prof. Droxler foi uma iniciativa da profa. Helenice Vital (UFRN) membro do comitê gestor do inctAmbTropic II.

A programação resumida está apresentada abaixo juntamente com o resumé do prof. Droxler.

 

Droxler

Professor André W. Droxler (Ph.D.)

Rice University – D of Earth, Environmental and Planetary Sciences – Houston, TX (USA)

I am a professor in the Department of Earth Science and currently the Track Director of the Science Master’s Program – Subsurface Geoscience. My research has focused on studying the morphology of and the sediments accumulating on slopes and basin floors surrounding coral reefs and carbonate platforms. Over the past 30 years, I have conducted research programs mostly in the Bahamas, offshore Jamaica, along the Belize margin, in the western Gulf of Mexico, in the Maldives (Indian Ocean), along the Australian Great Barrier Reef and in the Gulf of Papua (Papua New Guinea). The main focuses of my research include the regional and global evolution of coral reefs through time, the paleo-oceanographic/climatic and sea level records archived in the sediments deposited around reefs and carbonate platforms. In contrast with my 30 years plus research a s a marine geologist, I am currently conducting research on Upper Cambrian Microbial Reefs in Mason County, Central Texas funded by an Industry Consortium in collaboration with my colleague Prof. Dan Lehrmann at Trinity University in San Antonio (Texas). My work has been funded by the National Science Foundation, the American Chemical Society, and grants from oil and gas companies. Before becoming an assistant professor at Rice in January 1987, I was a postdoctoral research scientist at the University of South Carolina from 1985 to 1986. I received my Master’s degree equivalent from the University of Neuchâtel (Switzerland) in 1978 and earned his Ph.D. from the Rosenstiel School of Marine and Atmospheric Sciences at the University of Miami (Florida) in 1984.

 

Course UFPE – Recife

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For aditional information please contact: antonio.vicente@ufpe.br and  beatrice@ufpe.br

10-12 January 2018 – Short course “Mixed Carbonate Siliciclastic Margins: Reefs Establishment, Growth, and demise from Quaternary to Cambrian” – 6 hours per day (total 18 hours)

  • January 10: Modern Settings – Pleistocene Deglacial Establishment – Quaternary Interglacials
  • January 11: Neogene Evolution in the Gulf of Papua – Belize
  • January 12: Permian Reefs in West Texas and Cambrian Microbial Reefs in Central Texas
  • January 13-15: Fieldtrip

 

Course UFBA – Salvador

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For aditional information please contact: ruykenji@gmail.com 

22-24 January 2018 – Short course “Mixed Carbonate Siliciclastic Margins: Reefs Establishment, Growth, and demise from Quaternary to Cambrian” – 6 hours per day (total 18 hours)

  • January 22: Modern Settings – Pleistocene Deglacial Establishment – Quaternary Interglacials
  • January 23: Neogene Evolution in the Gulf of Papua – Belize
  • January 24: Permian Reefs in West Texas and Cambrian Microbial Reefs in Central Texas
  • January 25 Seminar: Science Behind Current Climate Change and Global Warming
  • January 26 Seminar: Climate and the Demise of the Mayan Civilization

 

Course UFRN – Natal

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For aditional information please contact: geofis@ccet.ufrn.br

05-09 February 2018  – Short course “Transgressive Reefs: Modern to Cambrian” – 6 hours per day (total 18 hours)

  • February 05: Modern Settings – Pleistocene Deglacial Establishment – Quaternary Interglacials
  • February 06: Neogene Evolution in the Gulf of Papua – Belize
  • February 07: Permian Reefs in West Texas and Cambrian Microbial Reefs in Central Texas
  • February 08 – 09 :  Fieldtrip
  • February 19: Seminar: Science Behind Current Climate Change and Global Warming

 

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Geohab2015 – uma grande realização do inctAmbTropic

O último post deste blog foi em outubro de 2014.

A  proposta do inctAmbTropic foi submetida em 2010, e recebeu a primeira parcela de recursos em 2012. Em 2014, submetemos a prestação de contas e os relatórios para ter acesso a 2a parcela. A prestação de contas encontra-se aprovada, porém, até o momento não recebemos os recursos da segunda parcela.

Esta falta de recursos ocorre em um momento crucial da execução dos projetos, com a interrupção da coleta de séries temporais de dados oceanográficos que ficarão irremediavelmente comprometidas. Alguns GTs tentaram dar prosseguimento a algumas destas coletas, por mais alguns meses, mas estas finalmente tiveram que ser interrompidas. Assim os Grupos de Trabalho naturalmente deverão pouco a pouco desviar seu foco para outros interesses e projetos. Acrescente-se a isto a interrupção de experimentos e a desmotivação dos bolsistas do projeto que ficam sem desenvolver as atividades inicialmente programadas. Esta é a principal razão pela qual as notícias cessaram à partir de outubro de 2014.

Isto acontece justamente quando algumas das principais iniciativas do trabalho em rede começaram a dar os seus frutos mais importantes. Um destes resultados foi a realização do Geohab2015 em Salvador, Bahia, no período 3-8 de maio. Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, capitaneada pelo prof. Alex Bastos (UFES).

O evento contou com a participação de 129 pesquisadores, oriundos de 16 países. 40 destes pesquisadores eram estudantes do Brasil e exterior.

Participantes do Geohab2015
Participantes do Geohab2015
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Cerimônia de Abertura – da esquerda para a direita Dr. Olival Freire Junior (Pró-Reitor de Pesquisa da UFBA), Dr. Alex Bastos (UFES), Dr. José Maria Landim Dominguez (UFBA), Dr. Gary Greene (CRC) e Dr. Eduardo Santana de Almeida (diretor da FAPESB).,

Foi a primeira vez que o evento ocorreu na América Latina. O evento contou com o apoio financeiro da CAPES, CNPq e FAPESB e de 10 “sponsors” da indústria (Petrobrás, ESRI, QPS, Teledyne Reson, Edgetech, Klein Associates, Caris, Nortek, Chesapeake Technology e Fugro).

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Sessões Plenárias
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Geohab 2015 – Salão de exposição dos patrocinadores industriais

Este é um exemplo do fruto do trabalho em rede que o inctAmbTropic viabilizou. O comitê organizador local foi constituído pelos pesquisadores do GT2.1: Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), Helenice Vital (UFRN) e Tereza Araújo (UFPE).

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Sessões Painel
Comitê Organizador Local
Comitê Organizador Local – da esquerda para a direita: Helenice Vital (UFRN), Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), e Tereza Araújo (UFPE).

O evento foi considerado por todos um grande sucesso.

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Visita de Campo – Passeio na Baía de Todos os Santos

GT1.1 Participa do Workshop Argus na Holanda

Entre os dias 10 a 12 de setembro ocorreu nas dependências do Instituto Deltares, em Delft na Holanda, a 12a. edição da oficina Argus  (12th Argus Workshop Conference). O encontro reuniu cientistas interessados no estudo dos processos costeiros utilizando o sistema Argus de imageamento digital de alta resolução.

O sistema de vídeo imageamento Argus encontra-se operacional nos últimos  28 anos e se beneficia pela inclusão continua de ferramentas tecnológicas de ponta desenvolvidas por uma rede de pesquisadores espalhados ao redor do globo que periodicamente se reúnem para discutir os seus principais resultados. Nesta edição da oficina estiveram presentes alunos, técnicos e pesquisadores do Chile, Brasil, França, Inglaterra, Bélgica, Itália, Korea do Sul, Austrália, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos e Holanda.

Os grandes destaques desta edição foram a celebração dos 28 anos de criação do sistema, com apresentação de um histórico de estudo de mais de 60 praias distribuídas ao redor do globo e a otimização do sistema para a obtenção de batimetria da zona de surfe utilizando algoritmos que analizam dados no domínio da frequência combinados com a teoria linear de propagação de ondas.

Dr Rob Holman da Universidade do Oregon idealizador do sistema Argus
Dr Rob Holman da Universidade do Oregon idealizador do sistema Argus

O GT 1.1, do inctAmbTropic participou do evento com a apresentação de três trabalhos desenvolvidos por alunos e pesquisadores do grupo dos quais dois foram desenvolvidos na USP, por  Cássia Pianca e o Prof. Eduardo Siegle, e um na UFPE,  pelo Prof. Pedro Pereira e seus alunos. Ambos os trabalhos contaram com a colaboração do Dr. Rob Holman, pesquisador da Oregon State University, desenvolvedor do sistema Argus e parceiro do GT 1.1.

Participantes da Oficina Argus 2014
Participantes da Oficina Argus 2014

O evento teve como anfitriões o instituto Deltares e a Delft University of Technology (TUDelft). A razão da escolha do Deltares para sediar o evento deve-se ao elevado número de sistemas Argus mundialmente em operação supervisionados e implementados por este instituto,  além do atual interesse internacional no desenvolvimento do Sand Motor – um mega projeto de engordamento de praia, em  forma de delta que conta com um sistema Argus instalado para monitoramento diário da  batimetria e das variações topográficas e volumétricas da praia utilizando videografia.

Exemplo de batimetria ainda não corrigida pela maré para a praia de Boa Viagem (Recife-PE) obtida utilizando o sistema Argus. A imagem de fundo corresponde a uma imagem de longa exposição do tipo Timex. A praia encontra-se a esquerda da imagem com a linha de costa situada nos 90m do eixo horizontal.
Exemplo de batimetria ainda não corrigida pela maré para a praia de Boa Viagem (Recife-PE) obtida utilizando o sistema Argus. A imagem de fundo corresponde a uma imagem de longa exposição do tipo Timex. A praia encontra-se a esquerda da imagem com a linha de costa situada nos 90m do eixo horizontal.

As oficinas do grupo Argus ocorrem a cada dois anos com alternância entre os Estados Unidos e um outro país. O Brasil, tendo em vista a instalação futura de pelo menos quatro sistemas Argus por iniciativa do GT 1.1 do inctAmbTropic figura entre uma das opções para sediar a proxima edição da oficina fora dos Estados Unidos.

Modelagem Acoplada Oceano-Atmosfera

Thiago Luiz do Vale Silva, aluno de doutorado do Curso de Oceanografia, da Universidade Federal de Pernambuco, sob orientação da Profa. Dóris Veleda e co-orientação do Prof. Moacyr Araújo, participou do treinamento “Coupled-Atmosphere-Ocean-Waves-Sediment Transport (COAWST) Modeling System Training”.

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O treinamento foi realizado de 25-29 agosto de 2014 no Campus Quissett do Woods Hole Oceanographic Institution, em Woods Hole, MA, EUA. O treinamento focou no acoplamento dos modelos Regional Ocean Modeling System (ROMS)/ Weather Research and Forecasting Model (WRF) v 3.2.1/ Simulating Waves Nearshore (SWAN) v40.81, sob a coordenação do Dr. John C. Warner, pesquisador e desenvolvedor do modelo acoplado, no U.S. Geological Survey Coastal and Marine Geology Program, Woods Hole.

Participantes do treinamento
Participantes do treinamento

O objetivo do treinamento foi  dar suporte ao desenvolvimento da tese de Thiago Silva, intitulada “Modelagem acoplada de distúrbios ondulatórios de leste sobre a costa leste do Nordeste do Brasil”, além de resolver melhor os processos físicos na área de Interação Oceano-Atmosfera no Atlântico Tropical, bem como monitorar e melhor prever casos de eventos extremos que atingem o Leste do Nordeste Brasileiro.

Esta é mais uma contribuição para os objetivos do GT3.1, que inclui (i) a previsibilidade oceânica nas diversas escalas de tempo, com ênfase no ciclo hidrológico para o Atlântico Tropical e regiões Norte e Nordeste do Brasil; (ii) previsão de eventos atmosféricos extremos a partir de dados meteo-oceanográficos modelados e in situ e, (iii) estimativa dos fluxos de interação oceano-atmosfera no Atlântico Tropical a partir dos resultados de modelagem e análise de dados meteo-oceanográficos.

Escola de Verão sobre Mudanças Costeira concluída com Sucesso

A escola de verão em Mudanças Costeiras realizada no periodo 8-18 de setembro de 2014 em Natal (RN) com o apoio do inctAmbTropic (GT2.1), foi um sucesso. A escola de verão foi organizada pelo Consórcio de Excelência “The Future Ocean” da Universidade de Kiel – Alemanha e contou com a participação de alunos de vários cursos de graduação e pós-graduação do região norte e nordeste do Brasil. A profa. Helenice Vital do GT2.1 esteve ativamente envolvida na organização do evento.

Participantes de Escola de Verão durante excursão de campo na praia de Ponta Negra (Natal)
Participantes de Escola de Verão durante excursão de campo na praia de Ponta Negra (Natal)

Protocolo de Monitoramento dos Recifes e Ecossistemas Coralinos

Os pesquisadores componentes do Grupo de Trabalho – Recifes e Ecossistemas Coralinos do inctAmbTropic elaboraram um Protocolo Mínimo de Campo para avaliar as condições dos recifes e ecossistemas coralinos das regiões nordeste e leste do Brasil.  Este protocolo inclui os pontos em comum entre todas as técnicas utilizadas no Brasil e permite, doravante, a avaliação regional padronizada dos recifes do oceano Atlântico Sul Ocidental. Ele atende os objetivos da ReBentos que deva ser um procedimento de fácil execução e baixo custo, apresentando recomendações de amostragem que possam ser executadas nas áreas recifais do Brasil por pesquisadores familiarizados com o ecossistema recifal e que possa captar alterações ocasionadas pelas mudanças climáticas.

A – Mergulhador anota dados sobre planilha fixada em placa de PVC, modelo retangular. B – Mergulhadora usando como base para fixar a planilha um tubo de PVC fixado no braço. Fonte da fotografia B: C.Elliff.
A – Mergulhador anota dados sobre planilha fixada em placa de PVC, modelo retangular. B – Mergulhadora usando como base para fixar a planilha um tubo de PVC fixado no braço. Fonte da fotografia B: C.Elliff.

O objetivo do protocolo é, portanto, a avaliação da vulnerabilidade, resistência e resiliência dos recifes e dos ecossistemas coralinos do Brasil face aos impactos antrópicos e às mudanças climáticas. Ele irá comparar as variações espaço-temporais observadas nos recifes ao longo de toda a costa tropical do Brasil. Em uma etapa inicial foram padronizados os métodos que estavam sendo utilizados por diversos pesquisadores, para que fossem estabelecidas metas de comparação para avaliar seus resultados face às diferentes situações e questões enfrentadas. Avaliando os efeitos das mudanças climáticas globais e dos impactos antrópicos sobre os organismos e suas interações nos ecossistemas recifais da plataforma continental e das ilhas oceânicas, nós poderemos determinar e entender a capacidade desses ecossistemas de suportar e de se recuperar de distúrbios com diferentes graus de intensidade, considerando a heterogeneidade espacial caracterizada pelas diferenças morfológicas, estruturais e composicionais dos recifes, assim como o estado da “saúde” dos sistemas protegidos e daqueles mais expostos às ameaças.

A. Quadrado de 25 cm X 25 cm construido com tubos de PVC para coleta dos dados de recrutas de coral. B – Os quadrados devem ser lançados ao longo dos transectos e os dados anotados no formulário de campo ilustrado na Tabela 1. Fonte da Figura A - Lang et al. 2010, AGRRA Protocol versão 5.4, da Figura B - A. Bertoncini.
A. Quadrado de 25 cm X 25 cm construido com tubos de PVC para coleta dos dados de recrutas de coral. B – Os quadrados devem ser lançados ao longo dos transectos e os dados anotados no formulário de campo ilustrado na Tabela 1. Fonte da Figura A – Lang et al. 2010, AGRRA Protocol versão 5.4, da Figura B – A. Bertoncini.

Pretende-se, no mínimo, realizar um levantamento anual durante ou logo após o período do verão (março, abril ou maio). Em caso de ocorrência de um evento de branqueamento forte de coral, que geralmente coincide com o período do verão, é conveniente que haja retorno aos locais amostrados após cerca de seis a oito meses para verificar se houve mortalidade das colônias branqueadas.

Utilize este link para download: MONITORAMENTO DOS RECIFES E ECOSSISTEMAS CORALINOS

inctAmbTropic disponibiliza o seu relatório bianual

Esta disponível o relatório bianual do inctAmbTropic – Ambientes Marinhos Tropicais (2012-2014). O relatório apresenta os principais resultados alcançados até o momento pelos diferentes GTs, assim como a listagem das publicações de cada GT.

2014-08-17 at 10.54 AM

Clique para download do relatório bianual

Escola de Verão em Natal

No periodo 8-18 de setembro de 2014 será realizada em Natal (RN) com o apoio do inctAmbTropic (GT2.1), a escola de verão sobre Mudanças Costeiras. A escola de verão é organizada pelo Consórcio de Excelência “The Future Ocean” da Universidade de Kiel – Alemanha. Para maiores informações acessar o portal do Future Ocean.

2014-08-17 at 9.15 AM

2014-08-17 at 9.16 AM
Escola de Verão em Mudanças Costeiras
Programa Científico da Escola de Verão
Programa Científico da Escola de Verão

Novas Publicações dos GTs 2.1 e 3.2

Os GTs 2.1 Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais  e 3.2 Ciclos Biogeoquímicos, Fluxo de CO2 e Acidificação do Oceano Atlântico Tropical,  publicaram recentemente dois trabalhos em periódicos conceituados, listado abaixo:

Gomes, MP, Vital, H, Bezerra, FHR, Castro, DL, 2014. The interplay between structural inheritance and morphology in the Equatorial Continental Shelf of Brazil. Marine Geology, 355, 150–161

Fig. 6. (A) Bathymetric map showing main faults, bathymetric and seismic profiles and features (a—Coroa das Lavadeiras sand body, b—beachrocks, c—Guamaré subaqueous dunes field, d— Coroa Branca sand body, e—Açu Incised Valley, f—Apodi Incised Valley); (B) bathymetric trend map of the continental shelf area; (C) residual bathymetric map of the continental shelf area showing shelf compartments. Major faults: 1—Afonso Bezerra; 2—Carnaubais; 3—Macau; 4—Ubarana; 5—Pescada; 6—Shelf Edge Faults; 7—Areia Branca. (For interpretation of the references to color in this figure legend, the reader is referred to the web version of this article).
Mapa batimétrico mostrando as principais falhas perfis batimétricos e sísmicos: (a) —Coroa das Lavadeiras b—arenitos de praia, c—Campo de dunes subaquosas de Guamaré, d— Coroa Branca, e—Vale Inciso do Açu, f— Vale Inciso do Apodi;  (B) Compartimentos batimétricos da platform continental. Principais falhas: 1—Afonso Bezerra; 2—Carnaubais; 3—Macau; 4—Ubarana; 5—Pescada; 6—Shelf Edge Faults; 7—Areia Branca.

Resumo:

The primary objective of this study is to assess the control of faults of the rift and post-rift stages on the shelf morphology of the Potiguar Basin in northeastern Brazil. This aborted rift basin was generated during the opening of the Equatorial Atlantic in the Aptian. The offshore portion of the continental margin consists of a narrow (~ 40 km) and shallow (~ 70 m below present sea-level) continental shelf with a very steep continental slope (1:11). Our dataset encompasses gravity, bathymetric, shallow seismic and structural data. The results indicate that low sedimentation rates during the Quaternary period contributed to the identification of structural controls in pre-Holocene rocks. The key evidence for fault reactivation on the seafloor is the link between coastal and shelf features associated with pre-Cenozoic structures of the Potiguar Basin. During periods of low sea level, the incision of shelf valleys was readjusted longitudinally and transversally due to the structural controls. Shelf gradient breaks are associated with the occurrences of coplanar ESE– WNW-oriented faults, and uplifted and subsided areas occur in between these fault systems. The results indicate a strong correlation between the margin geometry, modern shelf surface, near-surface expression, and the rift-phase faults, which appear to be reactivated in concordance with the present-day margin stress field. We conclude that neotectonics has influenced both the sediment deposition and morphology of the NE Brazilian Equatorial margin during Quaternary times.


 

Servain, J, Caniaux, G, Kouadio, YK, McPhaden, MJ, Araujo, M. 2014. Recent climatic trends in the tropical Atlantic. Climatic Dynamics. 
DOI 10.1007/s00382-014-2168-7

TotalchangeofSST(°C)andPWS(m2/s2)during1964–1975 (a) and 1976–2012 (b). Magenta contours indicate the 95 % Mann– Kendall confidence test for the SST; only PWS vectors significant according to the 95 % Mann–Kendall confidence test are plotted
Mudança na SST (°C) e PWS (m2/s2) durante 1964–1975 (a) and 1976–2012 (b). Os contornos em magenta indicam 95% do teste de confidência de Mann– Kendall para a SST; apenas os vetores PWS significativos de acordo com 95% do teste de confidência de Mann–Kendall estão plotados.

 

Resumo:

A homogeneous monthly data set of sea surface temperature (SST) and pseudo wind stress based on in situ observations is used to investigate the climatic trends over the tropical Atlantic during the last five decades (1964–2012). After a decrease of SST by about 1 °C during 1964–1975, most apparent in the northern tropical region, the entire tropical basin warmed up. That warming was the most substantial ([1 °C) in the eastern tropical ocean and in the longitudinal band of the intertropical convergence zone. Surprisingly, the trade wind system also strengthened over the period 1964–2012. Complementary information extracted from other observational data sources confirms the simultaneity of SST warming and the strengthening of the surface winds. Examining data sets of surface heat flux during the last few decades for the same region, we find that the SST warming was not a consequence of atmospheric heat flux forcing. Conversely, we suggest that long- term SST warming drives changes in atmosphere parameters at the sea surface, most notably an increase in latent heat flux, and that an acceleration of the hydrological cycle induces a strengthening of the trade winds and an acceleration of the Hadley circulation. These trends are also accompanied by rising sea levels and upper ocean heat content over similar multi-decadal time scales in the tropical Atlantic. Though more work is needed to fully understand these long term trends, especially what happens from the mid-1970’s, it is likely that changes in ocean circulation involving some combination of the Atlantic meridional overtuning circulation and the subtropical cells are required to explain the observations. 

GT1.1 Erosão costeira na Costa do Cacau – Bahia

O GT1.1 Respostas da Linha de Costa do inctAmbTropic publicou recentemente o artigo “Potencial de Prejuízos Econômicos em Função da Densidade de Urbanização e da Sensibilidade à Erosão Costeira na Costa do Cacau – Bahia”.

A Costa do Cacau inclui importantes cidades turísticas do litoral baiano incluindo Itacaré, Ilhéus, Olivença e Canavieiras e apresenta diversos trechos que experimentam erosão severa em alguns casos, desencadeada por intervenções humanas (e.g. Porto de Ilhéus).

Diferentes níveis de sensibilidade à erosão (A), de densidade de urbanização (B) e de potencial de prejuízos econômicos (C) por ocupação urbana à beira-mar na Costa do Cacau.
Diferentes níveis de sensibilidade à erosão (A), de densidade de urbanização (B) e de potencial de prejuízos econômicos (C) por ocupação urbana à beira-mar na Costa do Cacau.
Enrocamento protegendo residências da ação erosiva das ondas na praia de São Domingos
Enrocamento protegendo residências da ação erosiva das ondas na praia de São Domingos

Resumo

O presente trabalho trata da avaliação do potencial de prejuízos econômicos em função da densidade de urbanização por construções fixas à beira-mar e da sensibilidade à erosão na Costa do Cacau, Bahia. Constatou-se que 48,78% da região à beira-mar apresentam um potencial baixo de prejuízos econômicos face à erosão costeira, o que é encontrado em situações de linha de costa a) em equilíbrio e com densidade de urbanização baixa, e b) em progradação e com densidade de urbanização baixa; 26,22%, um potencial médio, em situações de linha de costa a) próximas a desembocadura fluvial e com baixa densidade de urbanização, b) submetida à erosão e com baixa densidade de urbanização, e c) em equilíbrio e com densidade de urbanização média; 22,56%, um potencial alto, em situações de linha de costa a) em equilíbrio e com alta densidade de urbanização, e b) com déficit crônico de sedimentos e focos de convergência de onda aliados a uma densidade baixa de urbanização; e 2,44%, um potencial muito alto, correspondendo a um único trecho de linha de costa submetido à erosão e com alta densidade de urbanização. Os diferentes níveis potenciais de prejuízos econômicos, aqui expressos, traduzem apenas o panorama atual das densidades de urbanização ao longo da região de beira-mar. Tal cenário poderá ser agravado, caso venham a ser mantidas as perspectivas de crescente ocupação humana na região, via de regra conduzida desconhecendo-se a dinâmica costeira local e pelas normas estabelecidas para o desenvolvimento urbano costeiro. Por fim, em que pese as incertezas relacionadas a) ao método utilizado para estimar as densidades de urbanização e b) ao desconhecimento da tendência, se de curto ou longo prazo, do comportamento da linha de costa em relação à erosão, os resultados alcançados, embora de natureza preliminar, apresentam cenários que poderão ser úteis para o gerenciamento costeiro da Costa do Cacau.

Acesso ao arquivo completo (clique)

Referência completa: Nascimento, , Bittencourt, ACSP, Santos, AN, Dominguez, JML 2013. Potencial de Prejuízos Econômicos em Função da Densidade de Urbanização e da Sensibilidade à Erosão Costeira na Costa do Cacau – Bahia. Revista Brasileira de Geomorfologia v14 (4): 261-270.