GEOHAB2017 e inctAmbTropic

A falta de recursos praticamente “congelou” as atividades de pesquisa  do inctAmbTropic. Desde 2014 que  não recebemos novos recursos. O inctAmbTropic Fase II (Edital 2014) foi aprovado e com os recursos inicialmente liberados estamos tentando manter um mínimo de atividades. Como este “blog” foi concebido para funcionar como um repositório das atividades do inctAmbTropic, estamos pouco a pouco retomando as postagens, incluindo as atrasadas.

Em maio de 2015 o inctAmbTropic apoiou a realização do GeoHab2015 (ver postagem) em Salvador, Bahia. O estudo da geodiversidade dos fundos marinhos é uma das metas do GT2.1 (Geodiversidade, Biodiversidade e Recursos Vivos da Plataforma Continental). Como desdobramento do evento a profa. Tereza Araújo (UFPE)  aprovou um projeto de pesquisador visitante de curta direção, junto à UFPE, o que possibilitou a visita do prof àquela instituição logo após o GeoHab2015. Na ocasião o prof. Craig Brown, ministrou um curso de pós-graduação sobre mapeamento de habitats marinhos, com 15 horas de duração.  Participaram deste curso diversos alunos vinculados ao inctAmbTropic que desenvolvem trabalhos nesta área. Alguns destes alunos já concluíram e defenderam com sucesso suas teses e dissertações.

O GEOHAB 2017 foi realizado em Nova Scotia, Canadá, no período 1 a 5 de maio de 2017.

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GeoHab 2017

Duas integrantes da equipe do inctAmbTropic estiveram presentes: Tereza Araújo (Professora) e Débora Lucatelli (Pós-Doc) (ex-bolsista do inct) do  Departamento de Oceanografia UFPE, Grupo de Pesquisa LABOGEO (Laboratório de Oceanografia Geológica).

Dois trabalhos foram apresentados:

Marine geodiversity of northeastern Brazil: a step towards benthic habitat mapping in Pernambuco continental shelf. DEBORA LUCATELLI, J.M.R. CAMARGO, C.J. BROWN, J.F. SOUZA-FILHO, E. GUEDES-SILVA, T.C.M. ARAÚJO

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A dra Debora Lucatelli (ex-bolsista do inctAmbTropic) coordenou a seção 4 do evento: Shelf and deep-sea habitats

Submerged channels of the eastern Brazilian continental shelf: Can the slope value be used as potential surrogates of reef environments? TEREZA C.M. ARAÚJO, J.M.R. CAMARGO, B.P. FERREIRA, M. MAIDA

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Profa. Tereza Araújo (UFPE)

A dra. Debora Lucatelli (UFPE) coordenou ainda a seção 4: Shelf and deep-sea habitats e a  proof. Tereza Araújo (UFPE) participou ainda como no painel Grand challenges in shelf and deep-water mapping, and emerging Technologies, coordenado por Anthony Grehan e tendo como participantes Aarno Kotilainen, Tim Webster, Arne Pallentin e Tereza Araújo.

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A profa. Tereza Araujo (UFPE) participou no painel Grand challenges in shelf and deep-water mapping, and emerging Technologies, do Geohab2017

A dra. Tereza Araujo nos enviou o seguinte relato de sua participação:

O evento foi muito bem organizado, muito proveitoso. Acho importante a participação do Brasil, apesar de nossas dificuldades. Entretanto, devagar e sempre estamos lá. Uma coisa importante, é publicação da segunda edição do Seafloor Geomorphology as Benthic Habitat: GeoHAB Atlas of Seafloor Geomorphic Features and Benthic Habitats, editado em 2011 por Peter Harris e Elaine Baker (Elsevier ISBN: 9780123851406). Dessa vez teremos o que apresentar (aqui eu gostaria de afirmar a importância do INCT, para nosso avanço). O dr. Peter Harris me perguntou se nós participaríamos e eu confirmei. Penso que vários grupos brasileiros já têm dados no mesmo nível do que é feito no exterior. Acredito ainda, que o Craig Brown e o Brian Todd valorizaram muito nossa participação, tanto com o convite para Débora coordenar uma Seção, como o convite para minha participação no Panel Discussion. Eles queriam a participação do Atlântico Sul, e no final foi muito válido, discutir um pouco (foi só 20 minutos) sobre nossas dificuldades e avanços também. Várias pessoas conversaram comigo em separado, e sempre perguntavam pelos próximos passos. O Geohab2018 será em Sta Barbara, Califórnia, organizado por Guy Cochrane. Foi ainda bastante discutida a possibilidade de organização de webseminar em outras línguas (espanhol, português, chinês, etc), para que se consiga uma maior penetração  e expansão do GEOHAB, assim como treinamento no uso de equipamentos e softwares.

 

Geohab2015 – uma grande realização do inctAmbTropic

O último post deste blog foi em outubro de 2014.

A  proposta do inctAmbTropic foi submetida em 2010, e recebeu a primeira parcela de recursos em 2012. Em 2014, submetemos a prestação de contas e os relatórios para ter acesso a 2a parcela. A prestação de contas encontra-se aprovada, porém, até o momento não recebemos os recursos da segunda parcela.

Esta falta de recursos ocorre em um momento crucial da execução dos projetos, com a interrupção da coleta de séries temporais de dados oceanográficos que ficarão irremediavelmente comprometidas. Alguns GTs tentaram dar prosseguimento a algumas destas coletas, por mais alguns meses, mas estas finalmente tiveram que ser interrompidas. Assim os Grupos de Trabalho naturalmente deverão pouco a pouco desviar seu foco para outros interesses e projetos. Acrescente-se a isto a interrupção de experimentos e a desmotivação dos bolsistas do projeto que ficam sem desenvolver as atividades inicialmente programadas. Esta é a principal razão pela qual as notícias cessaram à partir de outubro de 2014.

Isto acontece justamente quando algumas das principais iniciativas do trabalho em rede começaram a dar os seus frutos mais importantes. Um destes resultados foi a realização do Geohab2015 em Salvador, Bahia, no período 3-8 de maio. Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, capitaneada pelo prof. Alex Bastos (UFES).

O evento contou com a participação de 129 pesquisadores, oriundos de 16 países. 40 destes pesquisadores eram estudantes do Brasil e exterior.

Participantes do Geohab2015
Participantes do Geohab2015
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Cerimônia de Abertura – da esquerda para a direita Dr. Olival Freire Junior (Pró-Reitor de Pesquisa da UFBA), Dr. Alex Bastos (UFES), Dr. José Maria Landim Dominguez (UFBA), Dr. Gary Greene (CRC) e Dr. Eduardo Santana de Almeida (diretor da FAPESB).,

Foi a primeira vez que o evento ocorreu na América Latina. O evento contou com o apoio financeiro da CAPES, CNPq e FAPESB e de 10 “sponsors” da indústria (Petrobrás, ESRI, QPS, Teledyne Reson, Edgetech, Klein Associates, Caris, Nortek, Chesapeake Technology e Fugro).

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Sessões Plenárias
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Geohab 2015 – Salão de exposição dos patrocinadores industriais

Este é um exemplo do fruto do trabalho em rede que o inctAmbTropic viabilizou. O comitê organizador local foi constituído pelos pesquisadores do GT2.1: Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), Helenice Vital (UFRN) e Tereza Araújo (UFPE).

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Sessões Painel
Comitê Organizador Local
Comitê Organizador Local – da esquerda para a direita: Helenice Vital (UFRN), Alex Bastos (UFES), José Maria Landim Dominguez (UFBA), e Tereza Araújo (UFPE).

O evento foi considerado por todos um grande sucesso.

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Visita de Campo – Passeio na Baía de Todos os Santos

GT1.1 Participa do Workshop Argus na Holanda

Entre os dias 10 a 12 de setembro ocorreu nas dependências do Instituto Deltares, em Delft na Holanda, a 12a. edição da oficina Argus  (12th Argus Workshop Conference). O encontro reuniu cientistas interessados no estudo dos processos costeiros utilizando o sistema Argus de imageamento digital de alta resolução.

O sistema de vídeo imageamento Argus encontra-se operacional nos últimos  28 anos e se beneficia pela inclusão continua de ferramentas tecnológicas de ponta desenvolvidas por uma rede de pesquisadores espalhados ao redor do globo que periodicamente se reúnem para discutir os seus principais resultados. Nesta edição da oficina estiveram presentes alunos, técnicos e pesquisadores do Chile, Brasil, França, Inglaterra, Bélgica, Itália, Korea do Sul, Austrália, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos e Holanda.

Os grandes destaques desta edição foram a celebração dos 28 anos de criação do sistema, com apresentação de um histórico de estudo de mais de 60 praias distribuídas ao redor do globo e a otimização do sistema para a obtenção de batimetria da zona de surfe utilizando algoritmos que analizam dados no domínio da frequência combinados com a teoria linear de propagação de ondas.

Dr Rob Holman da Universidade do Oregon idealizador do sistema Argus
Dr Rob Holman da Universidade do Oregon idealizador do sistema Argus

O GT 1.1, do inctAmbTropic participou do evento com a apresentação de três trabalhos desenvolvidos por alunos e pesquisadores do grupo dos quais dois foram desenvolvidos na USP, por  Cássia Pianca e o Prof. Eduardo Siegle, e um na UFPE,  pelo Prof. Pedro Pereira e seus alunos. Ambos os trabalhos contaram com a colaboração do Dr. Rob Holman, pesquisador da Oregon State University, desenvolvedor do sistema Argus e parceiro do GT 1.1.

Participantes da Oficina Argus 2014
Participantes da Oficina Argus 2014

O evento teve como anfitriões o instituto Deltares e a Delft University of Technology (TUDelft). A razão da escolha do Deltares para sediar o evento deve-se ao elevado número de sistemas Argus mundialmente em operação supervisionados e implementados por este instituto,  além do atual interesse internacional no desenvolvimento do Sand Motor – um mega projeto de engordamento de praia, em  forma de delta que conta com um sistema Argus instalado para monitoramento diário da  batimetria e das variações topográficas e volumétricas da praia utilizando videografia.

Exemplo de batimetria ainda não corrigida pela maré para a praia de Boa Viagem (Recife-PE) obtida utilizando o sistema Argus. A imagem de fundo corresponde a uma imagem de longa exposição do tipo Timex. A praia encontra-se a esquerda da imagem com a linha de costa situada nos 90m do eixo horizontal.
Exemplo de batimetria ainda não corrigida pela maré para a praia de Boa Viagem (Recife-PE) obtida utilizando o sistema Argus. A imagem de fundo corresponde a uma imagem de longa exposição do tipo Timex. A praia encontra-se a esquerda da imagem com a linha de costa situada nos 90m do eixo horizontal.

As oficinas do grupo Argus ocorrem a cada dois anos com alternância entre os Estados Unidos e um outro país. O Brasil, tendo em vista a instalação futura de pelo menos quatro sistemas Argus por iniciativa do GT 1.1 do inctAmbTropic figura entre uma das opções para sediar a proxima edição da oficina fora dos Estados Unidos.

GeoHab2015 divulga sua primeira circular

O GeoHab2015 será realizado em Salvador, Bahia (4-8 de maio de 2015). Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, do inctAmbTropic.

O GeoHab (Marine Geological and Biological Habitat Mapping) é uma associação internacional de pesquisadores que estudam as características biofísicas de habitats e ecossistemas bentônicos, como substitutos (proxies) das comunidades biológicas e da biodiversidade.

A Primeira Circular do evento está disponível para download neste link: GeoHab2015 Circular 1

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Os principais tema escolhidos para a Conferência de 2015 são:

Oceanographic Variables in Marine Habitat Mapping: Habitat diversity and distribution is a result of the interplay between different oceanographic variables. How can we integrate biological, geological, chemical and physical variables in habitat mapping? The session will explore multidisciplinary approaches to habitat mapping, including case studies.

Acoustic Backscatter: Applications, Challenges and Best Practices: This session aims to bring together studies focusing on backscatter applications and challenges to habitat mapping and the best practices, expanding on the results of the GeoHab Backscatter Working Group.

Habitat Mapping for Marine Spatial Planning: sustainable use of Marine Natural Resources is a major concern all over the world. In this context, marine habitat mapping is a major step in the identification of areas suitable to the establishment of Marine Protected Areas. The main goal of this session is to present studies/experiences from different regions of the world focused on the use of habitat mapping for marine spatial planning.

Heterogeneity of Tropical Seas Habitats: The tropical oceans present a high degree of spatial heterogeneity of its geo and biodiversity. From the Amazon Plume to the Tropical Coral reefs of Abrolhos and the storm-dominated environments in the south, a number of different geological/ sedimentological settings are represented along the Brazilian Margin. We welcome case studies from the Brazilian Margin and other regions of the world focusing on habitat heterogeneity.

Coastal, Shelf and Deep-Sea Habitats: This session aims to bring together studies from all over the world involving case studies on seabed habitat mapping.

Technology, Methods and New Approaches in Marine Habitat Mapping: linking acoustics, ground-validation and modelling: Following the workshop held in Geohab 2014, this session will explore new technologies and approaches for habitat mapping and predictive modelling.

Geohabitat Mapping Applications to Marine Energy and Mineral Industries: The expansion of oil exploration to deep and ultra-deep waters and renewed interest in Marine Minerals raise a series of issues concerning marine habitat protection and conservation in jurisdictional and international areas. How are the industry, government and academia dealing with this?

GeoHab 2015 – Salvador – Bahia – Brasil

Na reunião do GeoHab2014  realizada em Lorne, Austrália, no periodo 5-9 de maio de 2014, foi aprovada a realização do GeoHab2015 em Salvador, Bahia (4-8 de maio de 2015). Esta foi um iniciativa do GT2.1 – Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais, do inctAmbTropic. A ida dos coordenadores do GT2.1 à Lorne recebeu apoio  do CNPq , através do edital de promoção de eventos mundiais.

Reunião do GeoHab2014 em Lorne, Austrália
Reunião do GeoHab2014 em Lorne, Austrália

GeoHab (Marine Geological and Biological Habitat Mapping) é uma associação internacional de pesquisadores que estudam as características biofísicas de habitats e ecossistemas bentônicos, como substitutos (proxies) das comunidades biológicas e da biodiversidade. Os principais objetivos destes cientistas são:

1. dar suporte ao planejamento espacial do ambiente marinho, uso sustentado dos oceanos e tomada de decisão,

2. apoiar o desenho de Áreas Marinhas Protegidas (MPAs)

3. conduzir programas de pesquisa direcionados à geração de conhecimento sobre os habitats bentônicos e a geologia do fundo marinho,  e

4. conduzir avaliações de recursos vivos e não-vivos do fundo marinho para fins econômicos e de gestão, incluindo o desenho de reservas de pesca.

Vista dos 12 Apóstolos, no Parque Nacional Port Campbell, próximo a Lorne, e objeto da excursão de campo do GeoHab2014
Vista dos 12 Apóstolos, no Parque Nacional Port Campbell, próximo a Lorne, e objeto da excursão de campo do GeoHab2014
Membros do GT2.1 que participaram do Geohab2014.  A ida dos coordenadores do GT2.1 foi patrocinada pelo CNPq através do edital de apoio à realização de eventos mundiais. Da direita para esquerda: Alex Bastos, Helenice Vital, Tereza Araújo e José M Landim Dominguez. A profa. Tereza Araújo participou do evento com recursos próprios.
Membros do GT2.1 que participaram do Geohab2014. A ida dos coordenadores do GT2.1 foi patrocinada pelo CNPq através do edital de apoio à realização de eventos mundiais. Da direita para esquerda: Alex Bastos, Helenice Vital, Tereza Araújo e José M Landim Dominguez. A profa. Tereza Araújo participou do evento com recursos próprios.

As reuniões anteriores do GeoHab ocorreram nas localidades listadas abaixo. O GeoHab2015 será o primeiro a ser realizado no Atlântico Sul.

  • 2001 St. John’s
  • 2002 Moss Landing
  • 2003 Hobart
  • 2004 Galway
  • 2005 Sidney
  • 2006 Edinburgh
  • 2007 Nouméa
  • 2008 Sitka
  • 2009 Trondheim
  • 2010 Wellington
  • 2011 Helsinki
  • 2012 Orcas Island
  • 2013 Rome
  • 2014 Lorne

O GT2.1 espera com esta iniciativa popularizar o uso  das modernas ferramentas de mapeamento do fundo marinho,  junto à comunidade brasileira.

GT 1.1 Apresenta Trabalho no AGU 2014 Ocean Sciences Meeting

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A doutoranda Mirella Borba Santos Ferreira Costa (IOUSP) apresentou trabalho realizado no âmbito das atividades do GT1.1 – Respostas da Linha de Costa – coordenado pelos profs. Eduardo Siegle e Tereza Araújo,  no 2014 Ocean Sciences Meeting. O evento é organizado pela American Geophysical Union e ocorreu em Honolulu no Hawaii entre os dias 23 a 28 de Fevereiro, reunindo aproximadamente 5000 participantes. O trabalho apresentado foi  “Shoreline changes analysis at Rocas Atoll as a tool to improve spatial planning strategies” (Costa, M.B.S.F; Macedo, E.C.; Siegle, E.).

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Trabalho de campo no Atol das Rocas

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Praias arenosas do Atol das Rocas

Abstract:

SHORELINE CHANGES ANALYSIS AT ROCAS ATOLL  AS A TOOL  TO IMPROVE SPATIAL PLANNING STRATEGIES – Mirella B.S.F. Costa; Eduardo C. Macedo; Eduardo Siegle

Rocas Atoll, the only atoll at South Atlantic Ocean, is one of the world’s smallest and most pristine atolls. It is managed by the Brazilian government as a no-take marine protected area where permissions are only given for research activities. Due to the small size of its reef island (Farol islet), shoreline erosion is one of the main concerns for local managers, which may affect the existence of seabird and turtle nesting sites, as well as the human presence. The goal of this work is to investigate the erosion on Farol islet using aerial photographs and tridimensional DGPS surveys. Results show that although the reef island is higher on the oceanward (about 4m above mean sea level) this margin is been historically eroded. However, the lagoonward margin which does not exceed 1–2 m in height is increasing over time. Overall, land area approximately doubled from 1984 to present. Results presented in this study show that the entire footprint of the islands is able to change so that erosion at the local scale (on one portion of an island) may be compensated by accretion on other parts of the shoreline. Furthermore, these results contribute to spatial planning of the Farol islet on Rocas Atoll.

CBO2014 e os incts MAR

Foi confirmada pela comissão científica do CBO2014, a realização do Primeiro Simpósio dos inctsMar: resultados dos dois primeiros anos, tendo como coordenadores José Maria Landim Dominguez, José Henrique Muelbert, Ricardo Coutinho, Frederico Brandini.

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São os seguintes os objetivos deste simpósio:

(i) reunir apresentações de trabalhos realizados no âmbito dos incts MAR nos últimos dois anos, (ii) apresentar à comunidade oceanográfica brasileira os resultados obtidos desta iniciativa, (iii) promover sinergia e interação entre os diferentes pesquisadores atuantes nos incts-MAR, (iv) criar oportunidades de cooperação entre os incts-MAR e outros projetos e programas em desenvolvimento pela comunidade oceanográfica nacional e internacional 

A formatação a ser adotada é a seguinte: Realização de 02 sessões de 02 horas (Total: 04 horas), dedicadas  às 04 grandes áreas da oceanografia. Cada sessão poderá  iniciar com um convidado que apresentará uma breve palestra relacionada ao tema com duração de 25 minutos. As demais apresentações orais  terão duração de 15 minutos.

Sessões painel complementarão as sessões orais incluindo os trabalhos que mais se adequem a tal formato.

Participantes e instituições envolvidas: pesquisadores, alunos, professores e instituições nacionais e internacionais que integram os incts MAR

O CBO2014 será realizado em Itajaí – SC, no período 25 a 29 de outubro de 2014. As inscrições  encontram-se abertas. Maiores informações no portal do Congresso: http://www.cbo2014.com/site/

GT1.1 Realiza Nova Expedição ao Atol das Rocas

Entre os dias 27/06/2013 e 27/07/2013 foi realizada a segunda expedição para a Reserva Biológica do Atol das Rocas, como parte das atividades do GT1.1 Respostas da Linha de Costa do inctAmbTropic.  A expedição teve por objetivo obter um conjunto de dados in situ sobre os processos hidrodinâmicos que controlam a geomorfologia das ilhas no interior do atol. Foram obtidos dados de onda, correntes e marés, através do fundeio de 3 ADCP`s no interior do atol e 1 ADCP na porção externa. Além disso, dados da morfologia tridimensal das ilhas recifais e “run up” foram obtidos ao longo do período de estadia no Atol. O trabalho faz parte do doutorado de Mirella Costa que está sendo desenvolvido no IO/USP (http://ldc.io.usp.br), sob a orientação do Prof. Eduardo Siegle.

Esta segunda expedição contou com o apoio do Analista Ambiental, Eduardo Macedo, do ICMBio PARNAMAR Fernando de Noronha e do Prof. Carlos A.F. Schettini (UFPE). Também contribuiram para o sucesso da campanha o Prof. Natan Pereira (UNEB), o doutorando Miguel Loiola (UFBA) e mestrando Tiago Albuquerque (UFBA).

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Trabalho de Campo no Atol das Rocas

A primeira expedição havia ocorrido no segundo semestre de 2012 (out-nov), onde foi medido o mesmo conjunto de dados, contudo durante um período de alta energia, caracterizado pela entrada de ondulações de direção norte. Os resultados da primeira campanha serão apresentados pela doutoranda Mirella na sessão oral “Reef Forms” do 8th IAG International Conference on Geomorphology, a ser realizado em Paris (França) (http://www.geomorphology-iag-paris2013.com).

ABSTRACT

Morphological response of reef island on rocas atoll (South Atlantic Ocean) to Seasonal energetic wave conditions. Costa M., Macedo, E., Siegle E.

Reef islands on Rocas Atoll, the only atoll in the South Atlantic Ocean, are located at its leeward side, being protected from waves most part of the year but subjected to the impact of energetic swells from the north from November to February. With the aim of assessing the morphological evolution related to the incoming waves, in situ measurements were conducted in November 2012, covering a series of energetic wave conditions. Waves were measured by an ADCP (Nortek Aquadopp profiler) deployed at 1.2 km distance from the reef island and 0.9 km from the reef rim during 28 days. Simultaneously, the morphology of the entire reef island was surveyed with the use of a Differential Global Positioning System (DGPS). High energy waves with peak periods of about 13 s and significant wave heights of 2 m presented a weekly recurrence followed by a gradual decay. Morphological surveys show that the northwestern side of the island, which has been historically eroded, undergoes larger morphological changes. However, in contrast, there was an increase in volume on the beach island. The tridimensional terrain elevation models clearly show the removal of submerged banks dispersed on the reef rim and their deposition over the beach. This is thought to be due to the intense wave set-up generated by waves breaking on the leeward reef edge, moving the sediments in the opposite direction to that of the overall gravity-driven outflow. The results suggest that the sediment redistribution by seasonal northern swells contribute to sediment accretion on the reef island, thereby reducing the long-term erosion of this portion of the island.